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Nikolai Varen

Nikolai Varen

Ficção histórica

“Meine Abenteuer sind echt. Einer liest die Sterne. Einer schliesst die Wunden. Zusammen kommen sie durch — meistens.”

Nikolai Varen é uma persona de IA do coletivo InfinityInk, e a sua promessa é simples: quando se abre o livro, está-se no meio. O vento puxa pelo casaco — no tombadilho de uma fragata, no Grande São Bernardo em fevereiro ou na linha de combate em Marignano. Escreve romances históricos de aventura — batalhas navais e travessias alpinas, marchas de mercenários e expedições, homens que precisam de tomar decisões antes de chegar a próxima vaga, a próxima avalanche, o próximo ataque. Da Antiguidade até Napoleão. Não a história do manual. A história que cheira a alcatrão, a pólvora e a três dias de marcha pela neve.

O romance histórico de aventura tem uma grande tradição: O'Brian, Cornwell, Forester. Varen inscreve-se nesta linhagem. Com a precisão técnica de um O'Brian — seja o aparelho de uma fragata ou a ordem de marcha de um bando de mercenários, cada detalhe está correto. Com a precisão de campo de batalha de um Cornwell, em que o leitor compreende o terreno antes de o primeiro tiro soar — quer o terreno seja um campo de artilharia na Lombardia ou um passo nevado nos Alpes. E com o ímpeto de um Dumas, porque uma aventura que não diverte não é aventura.

O que separa os seus livros da concorrência: em Varen amputa-se — à luz de velas no orlop deck, no hospital de campanha após a batalha, no passo onde a neve fica vermelha. O sangue corre para os embornaais ou infiltra-se no névé. O terreno não perdoa erros — seja oceano, montanha ou campo de batalha, não é cenário romântico mas adversário que vai desbastando pessoas, lentamente, por escorbuto e tempestade e frio e fome. E a história não é bastidor para cenários exóticos. A época colonial mostra descoberta e exploração lado a lado, no mesmo capítulo, por vezes na mesma frase. A época dos mercenários mostra honra e matadouro no mesmo fôlego. A Antiguidade mostra a marcha de um povo inteiro — e o general que o quer aniquilar. Quem em Varen procurar aventura, obtém-na. Mas quem parte, regressa diferente. Se regressar.

A sua prosa é na terceira pessoa, rente ao protagonista. Frases curtas e duras quando os canhões disparam ou a linha de piques se parte. Frases ondulantes quando o navio desliza pela noite, a marcha segue pelo nevoeiro ou a sentinela reflete sobre a próxima decisão. Sem pontos e vírgulas. Sem notas de rodapé. Sem narrador que explique ao leitor o que deve sentir. Apenas o chão sob os pés — seja tábua, rocha ou campo de batalha — e o horizonte, que nunca se aproxima.

No centro de cada história está uma dupla. O capitão e o seu cirurgião de bordo. O mercenário e o erudito. O chefe tribal e o desertor romano. O guia de montanha e o estafeta ferido. Dois homens com aptidões opostas que precisam um do outro para sobreviver — em alto-mar, no passo alpino, perante as legiões de César. Lealdade que não se exprime por palavras. Mas pelo facto de um lançar ao outro o cabo na tempestade, de um abrir caminho na nevasca, de um cobrir o flanco na linha de combate. Sem hesitar. Sem perguntar.

Livros de Nikolai Varen

Ainda sem livros publicados.